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Álbum completo? Ele tem exemplares concluídos desde a Copa de 1970

Diego coleciona diversos artigos (Foto: acervo pessoal)

Rodrigo Rodrigues

O álbum de figurinhas da Copa do Mundo de 2018 virou febre em todo o Brasil. No entanto, vibrar de felicidade por vê-lo completo é prática que vem do passado. Ou melhor, de Copas passadas. É o caso de Diego Moreira dos Santos (28), que completou o primeiro álbum com apenas oito anos de idade, na Copa da França, em 1998. Porém, o acervo do paulista de Suzano é muito mais antigo. Diego, que é analista de sistemas, tem exemplares completos desde a Copa do México de 1970, quando a Seleção Canarinho liderada por Pelé conquistou o tricampeonato mundial (imagens no final da matéria).

Logicamente, não foi Diego quem corria atrás das figurinhas para completar esses álbuns tão antigos. Bater cartão nas bancas atrás dos pacotinhos é coisa de família e que se passa de geração para geração.

“Os álbuns antigos eram de meu avô colecionador. De 1970 até 1986 o álbum era internacional, já de 1990 a 2018 foram produzidos no Brasil. Ele trabalhava na Coca-Cola, que patrocinava os eventos e lançava várias coleções. Então meu pai e meus tios contam que ele trazia para eles vários itens que a empresa dava para os funcionários. ”

A dois meses para o início da Copa do Mundo, Diego já completou o álbum desta edição. “Tenho um exemplar em meu acervo aqui. Foi difícil, mas consegui”, comemora. Para ver o álbum cheio, o colecionador precisa descobrir as 682 figurinhas. De acordo com o apaixonado por álbuns, quem gosta de colecionar sempre compra a mais do que o álbum necessita, para estas que sobram virarem moedas de troca.

Dinheiro é o que menos importa, seja o que gastou ou o que deixou de receber.  Em uma exposição, há quatro anos, ofereceram R$ 20 mil em todo o acervo. Diego recusou na hora. “Cada material posso dizer que tem uma história diferente para contar. Alguns itens mais antigos, principalmente os que eram de meu avô, têm um valor diferente para mim”, explica.

Acabaram as figurinhas

Banca de jornais funciona há 29 anos na Capital 
Cerca de 800 pacotes de figurinhas e 20 álbuns. Esta é a venda média diária de uma banca de revistas localizada na Zona Norte de Porto Alegre. Comércio em alta que fez com que os proprietários, Ana Elisa (52) e Sílvio Cardoso (53), passassem por maus bocados.  Na sexta-feira (13), os produtos esgotaram e a distribuidora não apareceu para repor durante o final de semana.

Quem comprou as figurinhas da banca do casal pagou mais caro, se comparado à última edição, em 2014. Na Copa do 7 a 1, cada pacotinho custava R$ 1. Em 2018 cada unidade custa o dobro do valor. Sem falar que há quatro anos para completar o álbum precisava de 640 figurinhas, hoje são 682, um aumento de 115%.