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Dicas para evitar complicações na mudança de estação

Foto: Virna Lize
Por Jéssica Alves

A chegada do outono trouxe alívio para quem estava cansado do calor do verão, mas também preocupações para parte da população que sofre com as mudanças climáticas bruscas. A primeira massa de ar frio da estação veio junto com o último fim de semana e diminuiu as temperaturas ao longo do país, fazendo com que algumas cidades atingissem as menores marcações do ano. Em Curitiba, por exemplo, nesta terça-feira (17) registrou 13,3°C.

Apesar de agradar a muitos, a repentina mudança na amplitude térmica deixa o corpo humano mais vulnerável a agentes patológicos, que rapidamente se espalham causando surtos de doenças facilmente transmissíveis, como a gripe e o resfriado. Pode também abrir portas para problemas de imunidade, principalmente a aqueles que já apresentam propensão às doenças oportunistas, como bronquite e alergias.

“Geralmente as mudanças climáticas sempre fazem a asma, a bronquite, a rinite e a sinusite atacarem. Então, quando muda a temperatura, é bem mais fácil começar a sentir falta de ar, fica bem difícil de respirar, e, no meu caso, as alergias atacam também” diz Ana Julia dos Santos, 17 anos, que mora na cidade de Pelotas-RS e enfrenta frequentemente os problemas da variação climática. 

Com a chegada do frio, roupas há muito tempo guardadas voltam a ser usadas e ambientes permanecem fechados por mais tempo, afim de preservar o calor. Com isso, problemas alérgicos e doenças transmissíveis entram em evidência e atingem o sistema imunológico da população.

“A procura de antibióticos é a mesma todo ano, mas geralmente quando troca a estação ou quando muda a temperatura, a procura é maior”, explica a farmacêutica Carla Scwhab,  atuante na cidade de Pelotas-RS.

Segundo a fisioterapeuta do Estado de São Paulo, Regiane Andrade, é indicado que se adote cuidados infectológicos, como lavar as mãos e usar álcool em gel. Já as pessoas que possuem doenças respiratórias, como asma, devem retirar os tapetes, lavar as cortinas, evitar varrer o chão e optar pela utilização de panos molhados na limpeza, para prevenir que crises alérgicas ocorram.