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Sem Lula na eleição presidencial, quem herdaria seus votos na disputa eleitoral?


Com Lula preso e passível de ser barrado na Lei da Ficha Limpa, Ciro Gomes, do PDT, surge como uma possibilidade em ascensão com sua política de centro


Reprodução

Por Victória Ribeiro

O cenário pós-prisão do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, gerou incertezas em relação à candidatura à presidência do Partido dos Trabalhadores (PT) neste ano. O partido em si, mantém firme Lula como candidato, apoiando-se aos 31% de intenção de votos, segundo o Instituto Datafolha, e por não possuir candidatos fortes suficientes para concorrer à eleição pelo partido, mesmo o líder sindical correndo o risco de ser barrado pela Lei da Ficha Limpa. Porém diante dessa possibilidade, alguns nomes já são cogitados para uma possível migração de votos do petista para outros candidatos.

Entre esses nomes, está o de Ciro Gomes (PDT) como um dos principais candidatos na disputa. Não possuindo envolvimento em escândalos de corrupção até o momento, Ciro, que construiu sua carreira como deputado federal e estadual do Ceará, além de ter sido prefeito de Fortaleza, governador do Ceará e ministro da Fazenda e da Integração, no governo de Itamar Franco, possui fortes chances, apesar de ter falhas em seu discurso.

O fato de ser um político nordestino (paulista de nascimento), teoricamente o coloca em forte posição para conseguir os votos eleitorais de Lula. Outra vantagem estaria na sua proposta em recuperar a indústria brasileira, que nos últimos anos, foi um dos principais setores mais atingindo pela crise econômica, com falências de empresas e demissões de funcionários em massa.

Não possuindo uma imagem radical e tendo uma boa reputação em sua administração, agradando assim a elite empresarial, Ciro, sendo candidato de centro, em debate aos jornais Folha, UOL e SBT realizado nesta segunda-feira (21), ainda criticou o rombo da Previdência, ao afirmar que “é uma grosseira mentira que estávamos reformando a Previdência Social porque a situação é muito mais grave do que a retórica está dizendo”, destacando para o fato de que não adianta economizar para cobrir o déficit, quando a recente aprovada Reforma Trabalhista, diminui a arrecadação, devido os salários baixos dos empregos atuais. Além de ter atacado o PSDB, por não possuir nenhum político preso na Lava-Jato, apesar dos tucanos possuírem fortes denúncias contra seus políticos, como é o caso de Aécio Neves, investigado por corrupção e obstrução na Justiça.

Entretanto, sua heterodoxia – oposição aos padrões políticos – pode levar a uma queda no mercado, em vista de seu favoritismo diante à população brasileira. Em contraponto, se sua promessa de campanha não passar de mero marketing partidário, suas chances de se tornar presidente do Brasil se tornarão nulas.

Cabe assim à missão ao futuro presidente(a), seja quem for, de enfrentar e melhorar o cenário internacional do Brasil, além de lidar com questões delicadas como o processo de combate á corrupção, tão destacado com os recentes casos da operação Lava-Jato, os problemas da Previdência e a crise de desemprego, que ainda atinge cerca de 13,7 milhões de brasileiros, segundo dados do IBGE.

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