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Supremo Tribunal Federal adia por mais 60 dias inquérito contra presidente Michel Temer


Ministro do STF prorroga inquérito contra presidente, e rejeita pedido de defesa de arquivamento do caso. Temer nega acusações

Divulgação / STF
Por Victória Ribeiro

Nesta segunda-feira (7), o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Luiz Roberto Barroso, decidiu prorrogar por mais 60 dias o inquérito contra o presidente Michel Temer. Na mesma decisão, Barroso também rejeitou o pedido de defesa do presidente para que o caso fosse arquivado, aguardando assim, a conclusão do caso.

Segundo investigações, Temer é acusado de recebimento de propina na edição do decreto dos portos, em troca de beneficiar uma empresa, e envolvimento com pagamento de propina pela Odebrecht na Secretaria da Aviação Civil, articulada pelo MDB durante os anos de 2013 á 2015.

Como resposta, o presidente em entrevista veiculada pela rádio CBN, negou as acusações, afirmando que elas são uma tentativa de desmoralizá-lo frente ao seu governo, e que não teme ser preso perante o julgamento delas.

“Não temo, não (ser preso). Não temo. Seria uma indignidade e lamento estarmos falando sobre isso. Eu prezo muito a instituição Ministério Público que, aliás, teve em mim um dos principais suportes.”

Nesta quinta-feira (3), a filha do presidente, a psicóloga Maristela Temer, prestou depoimentos para Polícia Federal, em suspeita de que Temer tenha utilizado obras em residências de parentes e transações imobiliárias em nome de terceiros, como forma de lavar o dinheiro da propina. Segundo advogado de Maristela, Fernando Carlos Branco, sua cliente se mostra disposta em colaborar com as investigações, á fim de apurar inquéritos.


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